

Sempre fui do tipo risonha demais e forte demais. Do tipo que levanta à todos e faz de tudo para fazer os outros sorrirem, e por dentro está mais acabada do que all star no final do ano. Sempre guardei minhas lágrimas durante o máximo de tempo. Sempre escondi uma expressão triste. Sempre guardei meus pulsos por debaixo de uma blusa de manga cumprida. Sempre procurei deixar que os outros percebessem que eu era a mais feliz e realizada das pessoas. Poucos haviam de saber que não era bem assim. Poucos sabiam que eu descontava toda a minha angústia em uma lâmina, poucos sabiam do meu choro às 00h00 no meu travesseiro. Poucos sabiam da minha infelicidade que há muito tempo estava muito bem guardada. Talvez por eu sempre aparentar-me bem, nunca se deram ao trabalho de procurar saber se eu poderia estar bem ou mal de verdade. Por debaixo de um sorriso é capaz de ter muito mais do que cem cicatrizes. Não me arrependo de fazer de tudo pelo sorriso dos outros, muito menos por aparentar bem para o outro ficar bem, só que… eu estava precisando de alguém visse que eu realmente não estava bem. (n0rmalizada)

Estava tudo tão escuro, porém eram apenas 11 horas da manhã. Eu não conseguia enxergar nada. Não conseguia ver quem realmente eram as pessoas ao meu redor, enxergar as coisas como realmente eram. Eu sempre criava um mundo perfeito na minha mente. Eu sempre me iludia com palavras e com “eu te amo”. Acho que as pessoas tem o tom de me magoar. Incrível. A sociedade tem que começar a pensar nas consequências de suas palavras e ações. Palavras ferem. Talvez mais do que ações. Por tudo e um pouco mais eu me tornei tão fria. Por fora. Por dentro meu coração continua se importando. Se quebrando. Se triturando. Morrendo. Simplesmente tentando superar, mas ta difícil… Eu fico pensando se tudo acabasse, se essa dor acabasse. Seria tão bom. Mas a alternativa mais fácil e rápida, ia deixar a pessoa que fez isso comigo tão feliz. […]Então não. Eu vou sorrir por mais que tudo e todos me façam querer chorar e morrer. A vida te surpreende. A pessoas de surpreendem. E você tem que superar e continuar. E agora, sentada na minha cama, eu juro, que irei desligar, ser fria, não se importar. Porque se você não quer se machucar pare de se importar. É assim… Caia e levante, a vida continua.(Isabella Rocha)



Não sinto mais borboletas no estomago quando te vejo, acho que enfim elas resolveram voar para outro jardim; em outro coração. Não sinto mais a necessidade excitante de lhe ver e nem sinto que preciso de você como eu precisava antes; assim com tanta vontade tal assim como as abelhas precisam do seu doce mel. Eu sinto que o laço, digo; o nosso laço desatou. Por fim, já era tempo. Mas o que ficou errado aqui é que eu não consigo te ver com outras, na verdade eu não consigo lhe ver com ela; sua nova namorada. Nossa você superou rápido, mas eu não lhe culpo pois na verdade a culpa é toda minha e eu não estou me fazendo de coitadinha e nem o papel de donzela ferida por um vilão. Estou falando a verdade, eu sou assim tão complicada, carente e você é um idiota - pequeno riso - mas é o meu idiota entende ? o idiota que eu sempre de alguma maneira eu vou lembrar. Até porque seria mentira da minha parte dizer que lhe esqueci pois meu bem as lembranças não deixam. Todos aqueles momentos dançam em meu coração com um salto agulha, faz doer a saudade em mim. Ferve em minhas veias os momentos de felicidade, os momentos que me fizeste chorar e queima na minha pele suas palavras que feriram meu coração mas que eu sei que foram todas um balde de mentiras, assim como sei que a frase ” eu nunca te amei ” naquela pequena carta que me escreveste era pura mentira. Como sei ? você não desistiu de mim depois disso, eu chorei por dias; não na sua frente, mas acho que notaste em mim as olheiras e o nariz avermelhado. Mas não por isso você voltou, e sim pois me amas eu sei que me amas; amava na verdade. Eu podia sentir em nós o quão era verdadeiro, podia ver no seu sorriso e nos seus olhos que você era meu, que o seu coração aprendeu a amar por causa desse meu jeitinho bobo de te mimar. Não sinto mais meu mundo desabar por não mais te ter, sinto que eu meio que superei o fim da nosso romance atrapalhado e pouco idiota. Talvez agora eu dei espaço para o meu amor, o amor próprio. Mas acredite, eu não deixei e não deixarei de te amar. Francine Sanches (frio-de-paris)

Problemática. Errada. Perfeitamente pelo avesso. Mente cheia de carregar pensamentos ruins – pensamentos ruins sobre si e pelo grande acidente em que tudo se encontrara. Nada perfeita, pura confusão. Inferiorizava-se sempre. Essa sensação de insuficiência é capaz de enlouquecer qualquer um. Meio deslocada, não importa onde, sempre sentia que não se encaixava. O café esfriou – a rotina entediou. Tudo mudou, talvez nunca mais voltasse a ser como antes. Um aperto, um nó, uma intensa dor. Não deveria ter-se trancafiado dentro de si. A dor te faz crescer; o torna mais forte. Mas, o que fazer quando sentir-se como se nada pudesse te salvar? […] Era perturbador, frio, seco – se tratava da maneira em que a morte manifestara-se em si. Estranho que: o ar corria entre seus pulmões. O trajeto percorria, concluía e se repetia. Tudo perfeitamente bem; Exceto pelo estranho fato de sentir-se morta. Sim meu caro, o estranho fato de sentir-se morta. Morreu por dentro e resolveu machucar-se por fora. Perguntava-se como conseguia transparecer tal alegria; afinal aquele sorriso enganara a todos, não é mesmo? Do que valia alegrias momentâneas se no final do dia desmoronava? […] Tão jovem. Tão frágil. Tão sobrecarregada de sentimentos ruins…; tão infeliz. Via-se num mar de dor. Afogando-se em toda a mágoa e decadência que se encontrara. Afogava-se, sobretudo, em si. Só estava cheia de sentir-se vazia. Cheia de sorrir para ‘satisfazer’ os outros. Cheia de sentir-se insuficiente – sempre que precisava de um colo via-se sozinha. No fundo, sentia receio de que por um momento deixasse a felicidade entrar, e então, tudo desmoronasse novamente. Receio de não conseguir permanecer-se forte e firme novamente.